sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Fracas ou galinha angolana

Comprei um casal casal de fracas na agrival em Penafiel. Estava à procura dum casal de codornizes, mas o vendedor já só tinha machos, tinha vendido as fêmeas todas. Como eu estava e estou interessada nos ovos e os machos não põem. A compra caiu por água abaixo. Foi então que reparei numa gaiola que estava cheia destas aves que até pareciam codornizes, mas não eram. São fracas ou galinhas angolanas. O vendedor mostrou-me logo uma imagem destas aves quando são adultas. Disse-me que põe ovos como as galinhas, que a carne é muito boa e magra, e outra características que achei muito interessante: elas guardam a casa. Quando se sentem ameaçadas ou apercebem-se de algo estranho (barulho, pessoas que não conhecem) não param de cantar, e um cantar muito alto e aflito. Ele falou-me que estas aves ainda não estão totalmente domesticadas como é o caso das galinhas. O que é certo é que nunca pensei ter destas aves, e sem contar aqui as tenho.

Estas fotos datam de três de setembro, data que correspondera à data da compra, talvez mais dois dias. Estavam um pouco assustadas, porque não conheciam a casa nova, tinham acabado de chegar.

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Outra característica destas aves, é que enquanto são pequenas, as penas das asas são em tons castanhos, cinzentos e brancos e à medida que crescem, o tom castanho vai mudando para preto e os brancos acentuam-se. Vão ficar com as cores dum tabuleiro de damas. A posição que se colocam, todas esticadas, demonstra que são muito curiosas. Fazem-me lembrar os perus, esticam muito a cabeça e o rabo quase que toca no chão. Também se nota muita diferença no tamanho da fêmea e do macho, o macho quase que tem o dobro do tamanho da fêmea. Esta característica também me faz lembrar os perus. Andam sempre juntas e não gostam de ficar separadas, se isso acontecer, chamam logo uma pela outra. Também é preciso cuidado, por que voam bastante, são capaz de fugir pelo quintal fora a voar. Até costumam cortar numa das asas um nervo que tem na ponta para provocar o desequilíbrio no voou impedindo-as assim de voarem.

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Imagens tiradas a seis de outubro. Percebe-se bem que cresceram, estão umas franguinhas. Por enquanto, mantenho-as resguardadas, vivem no coberto onde tenho a passarada. No geral, todas as aves são muito  sensíveis ao frio e às correntes de ar, por isso todo o cuidado é pouco. Tem a gaiola delas mas a porta está sempre aberta e entram e saem quando querem. Tem lá a comida e a água, mas adoram ir para debaixo do viveiro dos periquitos esgravatar nos restos de comida que caem. Gostam muito de picar folhas verdes, seja do que for: penca, couve galega, espinafre, aipo, alface… Se dermos desta comida às porquinhas da Índia e só depois a elas, correm logo em direção ao gaiolo destas e puxam as folhas através dos buracos da rede. À noite, entram sempre para a gaiola e dormem lá. Não é preciso eu apanha-las para as meter lá dentro. Quando estiverem grandes, vão circular pelo pátio (só quando eu estiver em casa e estiver de guarda, se não fico sem plantas) e também vão fazer companhia às galinhas, patos e garnizos no galinheiro ao ar livre.

2 comentários:

  1. Também comprei na Agrival algo que o vendedor garantiu ser uma fêmea mas tive azar. Saiu um macho. Detesto ser enganado. Agora precisava de uma fêmea e não sei onde posso comprar...

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